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Muito se fala sobre mudanças de hábito no morar urbano, como se a casa fosse um preciso medidor de humor em constante sintonia com as tendências da temporada de design e arquitetura. Quando, na verdade, esse tipo de relação efêmera revela mais insegurança e falta de autoconhecimento do que "exercício de reinvenção".
A casa é, sim, um ecossistema vivo em constante evolução. Embora possa representar facetas diversas, sua essência nasce de uma estrutura mais sólida. Seja a casa enquanto mundo: viagens significativas a partir de totens que mantêm vivos os aprendizados e as experiências; seja a casa como um forte: aquela que carrega importantes símbolos de proteção e memória afetiva instaurados ao longo da vida.
Casa-santuário, casa-oficina, casa-galeria - a lista é ilimitada. De todas essas, existe uma que transcende modismos: a casa enquanto meio ambiente. Trazer a natureza para dentro é, de certa forma, ampliar as latitudes do nosso habitat natural.
Esses arquétipos surgem em diferentes formas que vão além do jardim de inverno e exploram revestimentos naturais, pedras brutas, linhos e acabamentos rústicos.
Entretanto, sua forma mais secular e autóctone no nosso território é a madeira. Matéria de vasto vocabulário no Brasil, que exige complexa política de tratamento, respeito e conservação. Entender o longo ciclo de vida como uma das mais nobres formas de sustentabilidade: peças que nascem de árvores centenárias e que continuam intactas, atravessando gerações e acumulando valor. A madeira para decoração, como símbolo do design brasileiro, tem seu valor.
Por isso, celebramos a collab OMAMA x HERANÇA CULTURAL.
De um lado, uma marca nova que nasce do senso de propósito para construir engenharia social em meio à Floresta Amazônica, com forte design sinestésico e sustentável.
Do outro, uma galeria de contínua celebração do atemporal sem abrir mão dos valores do tempo.
Envolver mestres artesãos locais guiados pela inteligente política de manejo florestal é presente concreto. Valorizar o que é genuinamente brasileiro e poder alçar voos além-mar, tendo o made in Brazil não como fronteira, mas sim como ponto de partida.
A Herança Cultural é, há mais de 30 anos, um dos redutos mais importantes do modernismo brasileiro, com ícones da nossa história, e servindo de base para a ascensão de nomes do design contemporâneo.
Receber o convite de desenvolver duas linhas exclusivas para a OMAMA é um grande reconhecimento que valida o investimento de anos de pesquisa e construção estrutural.
Trata-se da confirmação de que estamos no caminho certo.
Convido você a conhecer o fruto dessa tão bem-sucedida parceria, que dá início a um novo ciclo do design amazônico e brasileiro: autoral, limpo e, acima de tudo, respeitoso à topografia da mata.
Ricardo Gaioso
Curador e diretor criativo de design